Página de divulgação das ações da Secretaria de Cultura do município do RIO GRANDE RS.

quarta-feira, 21 de agosto de 2019

VOCÊ ME CONHECE?



TEIXEIRA LOPES

António Teixeira Lopes nasceu a 27 de outubro de 1866, em Vila Nova de Gaia, no seio dessa família natural de Alijó, Vila Real. Filho de José Joaquim Teixeira Lopes, pai do arquiteto José Teixeira Lopes, cresceu a vê-lo desenvolver vários trabalhos pessoais e profissionais, para além da grande residência onde habitou a família. O seu progenitor, que também se notabilizava pelo trabalho em cerâmica, tornou-o íntimo da Fábrica Cerâmica das Devesas, que se situava perto de sua casa, e onde viria a trabalhar com o seu filho. A sua aprendizagem iniciou-se, assim, na oficina pessoal do seu pai, tornando-se conhecido, no meio, por Teixeira Lopes Filho. A paixão tornou-se consolidada numa visita a uma exposição coletiva do Centro Artístico Portuense, localizado à data no Palácio de Cristal. Privando contacto com a escultura “Flor Agreste”, do seu futuro professor Soares dos Reis, tinha a plena certeza de que era de traduzir almas para a matéria que seria feita a sua vida.
O sucesso que alcançou tornou-o íntimo da família real, aproximando-se do regente D. Carlos I, do irmão deste D. Afonso, e da duquesa de Palmela, que lhe solicitou uma escultura da “Rainha Santa” D. Isabel (1895), a ser disposta no mosteiro conimbricense de Santa Clara-a-Nova. Esse ímpeto levou-o, também, a dar forma à Nossa Senhora de Fátima (Hospital de Fátima). Um ano depois, tornar-se-ia professor onde havia estudado, no Porto, e, lá, lecionou durante 35 anos (fora o período da I Guerra Mundial), jubilando nesse ano. Foi um período em que viu o seu trabalho ser exportado pelo mundo, principalmente no Brasil, com as suas portas de bronze aplicadas na Igreja da Nossa Senhora da Candelária, no Rio de Janeiro; e no monumento que possui as ossadas do militar revolucionário Bento Gonçalves, no Rio Grande.

António Teixeira Lopes viria a falecer a 21 de junho de 1942, aos 76 anos, em São Mamede de Ribatua, onde tudo havia começado. Grande parte da sua obra permanece no seu antigo atelier, na Rua do Marquês de Sá da Bandeira, em Vila Nova de Gaia, sendo agora a Casa-Museu Teixeira Lopes. 

Para saber mais:
www.comunidadeculturaearte.com/o-legado-dos-teixeira-lopes-na-escultura-portuguesa/

NOSSA CULTURA




BIBLIOTECA RIO-GRANDENSE

Localizada no município de Rio Grande, a Biblioteca Rio-Grandense é a mais antiga do Rio Grande do Sul e também a que possui o maior acervo. 
São mais de 500 mil volumes distribuídos pelos quatro andares do prédio. Alguns deles são verdadeiros tesouros, como um livro de 1550 traduzido do grego. Já outro, desenhado a mão, conta a história da flora brasileira e é um dos poucos exemplares disponíveis em todo o país.
Para quem se interessa pela Guerra do Paraguai, há uma vasta literatura de Artur José Montenegro, com fotos de soldados e generais. No livro de visitas da biblioteca fundada em 1846 também constam assinaturas da Princesa Isabel e Dom Pedro.A cidade do Rio Grande foi fundada pelos portugueses em 1737, o seu desenvolvimento resultou da tenacidade dos humildes lusitanos que, emigrando da pátria, vinham buscar, no Brasil, não tanto riqueza, mas a possibilidade de viver numa terra sem preconceitos nem opressão social.
Entre os muitos portugueses que cruzaram o Atlântico tivemos a figura deste apóstolo da cultura João Barbosa Coelho, fundador, na data de 15 de agosto de 1846, da Bibliotheca Rio-Grandense.
João Barbosa Coelho nasceu na cidade do Porto, em 1819 e morreu com a provecta idade de 90 anos em Lisboa, no ano de 1909. Chegou ao Brasil em 20 de novembro 1820. Exercendo a profissão de guarda-livros, permaneceu alguns anos na Bahia e, depois, no Rio de Janeiro. A província, porém, impelia-o para o extremo-sul.
Aporta no Rio Grande em 21 de outubro de 1845 e torna-se sócio do estabelecimento mercantil de Manuel Marques das Neves Lobo, com a razão social Lobo & Cia.No ano seguinte, 1846, reúne vinte e um idealistas, apreciadores das letras, e juntos fundam um Gabinete de Leitura. Anos mais tarde essa instituição passa a denominar-se Bibliotheca Rio-Grandense.Hoje, a Bibliotheca Rio-Grandense é a mais antiga instituição de cultura do Rio Grande do Sul e afirma-se como significativo testemunho da vocação pioneira da gente lusa.

Fonte: http://www.bibliotecariograndense.com.br/

quarta-feira, 14 de agosto de 2019

VOCÊ ME CONHECE?





Hipólito José da Costa Pereira Furtado de Mendonça

Hipólito da Costa, bacharel em Direito e Filosofia pela Universidade de Coimbra. Jornalista e editor do Correio Braziliense em Londres, 1808-1822. Diplomata, escritor, historiador, poliglota, pianista, poeta, dramaturgo, líder maçon, médico prático e grande estudioso de Economia Política e Direito Constitucional. Tinha conhecimentos de Metalurgia, Física, Química, Mineralogia, Zoologia, Botânica e Agricultura. 
Nasceu a 13 de agosto de 1774, na Colônia do Sacramento (então território do Rio Grande do Sul), e lá foi batizado, embora o registro não declare o local de nascimento. Passou 14 anos de sua vida no Brasil, na Província do Rio Grande do Sul, o que inspira o título de Gaúcho fundador da Imprensa Brasileira. Morreu em Londres a 11 de setembro de 1823 e foi sepultado na igreja de St. Mary the Virgin, em Hurley, condado de Berkshire.  
Gostava muito de estudar e em Rio Grande completou os estudos de 2º grau, passando pelo aprendizado intensivo do latim. Aqui se preparou para ingressar na Universidade de Coimbra, onde matriculou-se na faculdade de Direito e após, na Faculdade de Filosofia.
Em 1778, desempenhou funções diplomáticas nos Estados Unidos e México. Quando retornou a Lisboa, em 1802, foi preso pelo Santo Ofício e recolhido aos Cárceres da Inquisição, acusado de herege, seria condenado a morrer no fogo. Fugiu da prisão e procurou refúgio na Inglaterra, onde lecionou Línguas Neo-latinas. Em 1822 foi nomeado Cônsul do Brasil na Inglaterra.
Seu nome homenageia o Museu de Comunicação de Porto Alegre e uma rua da cidade de Pelotas.



Para saber mais...
Bento, Cláudio Moreira Hipólito da Costa: o gaúcho fundador da imprensa no Brasil / Cláudio Moreira Bento — Porto Alegre: Gênesis; Rio de Janeiro: Academia de História Militar Terrestre do Brasil, 2005.
http://biografias.netsaber.com.br/biografia-2254/biografia-de-hipolito-jose-da-costa-pereira-furtado-de-mendonca--o-hipolito-da-costa
Neves, Décio Vignoli. Vultos do Rio Grande. 2º Tomo. Gráfica UCS. Rio grande, 1987.




terça-feira, 13 de agosto de 2019

NOSSA CULTURA





Antigo Quartel General 6º G.A.C.

Foi em 1892 que o Major Eng. Antonio Gomes da Silva Chaves projetou o edifício, de cuja construção foi também encarregado. A construção foi iniciada em 1892 e concluída em 1894. Como Sede do Comando do 6º Distrito Militar, em 17/08/1906, foi palco de um acontecimento marcante: A reunião para acerto do contrato de abertura da Barra do Rio Grande. Participaram o vice-presidente da República Affonso Penna e o governador do Estado Borges de Medeiros.
Prédio de esquina implantado no alinhamento do passeio público, possui planta em " L ", com pátio interno e dois pavimentos. Com tratamento plástico típico do ecletismo, a fachada principal apresenta uma composição simétrica em três volumes, hierarquizando o bloco central, com a presença de motivos bélicos e as armas do Estado coroando a platibanda.
A edificação pertenceu à União Federal até 1990, quando foi adquirida pela prefeitura de Rio Grande. O imóvel foi restaurado na segunda metade da década de 90, passando a sediar secretarias do município.

Fontes: Livro Tombo e Arquivos IPHAE.

sexta-feira, 9 de agosto de 2019

SAIU O EDITAL DO PROCULTURA

Atenção comunidade cultural!

A partir de agora Rio Grande tem um programa para financiar seu projeto cultural. Serão 100 mil reais do Fundo Municipal de Cultura, divididos em 10 segmentos das manifestações culturais para projetos de até 10 mil reais.

Serão contemplados projetos nos seguintes segmentos:

Arte Cênica, Arte Visual, Audiovisual, Música, Patrimônio Cultural (material e imaterial), Literatura, Artesanato, Cultura Identitária e Inclusiva,Cultura Popular e Tradicional e Descentralização da Cultura.


O edital e anexos estão disponíveis no site

Não perca essa oportunidade.Inscreva-se já !!!

Os interessados poderão participar das oficinas do Edital,conforme e cronograma abaixo:

Dia 19/08 - 19h - Salão Nobre Carlos Santos - Prefeitura Municipal - Centro
Dia 22/08 - 19h - Escola Estadual Loréa Pinto - Bairro Cohab IV
Dia 23/08 - 19h - Salão Paroquial - Vila da Quinta
Dia 28/08 - 19h - Escola Municipal Wanda Rocha - Cassino
Dia 30/08 - 19h - Associação dos Moradores - Parque Marinha



quinta-feira, 8 de agosto de 2019

DOCUMENTÁRIO ZORÁVIA, NO CINE DUNAS CASSINO

Zoravia, o filme, terá sessão especial no Cine Dunas - Cassino em Rio Grande











Em promoção conjunta da produtora Cinematográfica Pampeana e Cine Dunas Cassino, com apoio da Secretaria de Município da Cultura do Rio Grande e PhotoGraphein, o documentário de longa metragem Zoravia (2018), de Henrique de Freitas Lima, dedicado à artista visual Zoravia Bettiol, terá uma sessão especial com a presença do Diretor no sábado, 31 de agosto de 2019, as 15 horas no Cine Dunas Cassino.

O filme integra a Série Grandes Mestres, que iniciou com a exibição em 2012 de Danúbio, que teve o pintor e gravador Danúbio Gonçalves (1925) como homenageado.

No fim dos anos 80, o diretor foi convocado pela crítica de arte e gestora cultural Evelyn Ioschpe para uma tarefa especial que recém iniciava. O Arte na Escola , hoje o carro chefe entre os programas da Fundação de abrangência nacional e sede em São Paulo, buscava uma forma eficiente de arte educar, através do uso de vídeos sobre o fazer artístico que pudessem ser usados em sala de aula acompanhados por materiais pedagógicos produzidos por especialistas. No período que exerceu esta função, que aperfeiçoou seu olhar e o aproximou das artes visuais, o cineasta licenciou para a Fundação mais de 300 títulos, garimpados no Brasil e Exterior. Uma constatação, entretanto, ficou evidente: era insignificante a documentação dos artistas do Sul, em que pese sua importância no cenário nacional. A vontade de sanar esta lacuna ficou latente, já que a Fundação não tinha entre suas metas a produção de documentários.

Zoravia foi filmado em Porto Alegre e São Paulo , cidades em que a artista desenvolveu suas atividades ao longo de uma vida dedicada às artes visuais e militância por causas relacionadas à cultura, meio ambiente e direitos humanos.
Participam do filme muitos nomes conhecidos das artes plásticas brasileiras, como o crítico de arte Jacob Klintowitz e a gravadora Maria Bonomi, e uma legião de gaúchos, todos vinculados a trajetória da homenageada. Desfilam na tela nomes que já nos deixaram, como a socióloga Lícia Peres e o diretor e dramaturgo Ronald Radde, e artistas em plena atividade como André Venzon, Maria Ines Rodrigues e Rosane Morais.

A face militante de Zoravia se revela pela voz dos companheiros de luta da Agapam – Associação Gaúcha de Proteção ao Meio Ambiente e o escritor Luis Fernando Veríssimo, entre outros. Imagens cedidas pelos acervos da RBS TV e TVE dão conta da longa trajetória da artista.

A família de Zoravia, especialmente a filha, a atriz e diretora Nora Prado, é responsável por alguns dos momentos mais tocantes do filme


No dizer do diretor de cinema e Mestre em Artes Visuais Zeca Brito, nome importante da nova geração do cinema brasileiro feito no Sul, Henrique fez “um filme feminino, de grande emoção”. O diretor Henrique de Freitas Lima recebeu o comentário como um grande elogio, considerando que boa parte de sua obra é dedicada a temas vinculados ao mundo rural. Zoravia é o sexto longa metragem de Henrique de Freitas Lima, depois de Tempo Sem Glória (1984), Lua de Outubro (1997), Concerto Campestre (2004), Danúbio (2010) e Contos Gauchescos (2012) , que vem alternando na carreira a ficção com os documentários.

Serviço:
Data: 31 de agosto de 2019
Horário: 15 horas
Ingressos: R$ 10 reais
Local: Cine Dunas Cassino
Realização: Cinematográfica Pampeana e Cine Dunas Cassino
Apoio: Secretaria de Município da Cultura de Rio Grande e PhotoGraphein

VOCÊ ME CONHECE?




Apeles Porto Alegre

Apeles José Gomes Porto Alegre  nasceu em Rio Grande no dia 24 de outubro de 1850 e faleceu em Porto Alegre no dia 6 de julho de 1917.  Foi um educador, escritor, cronista, comentarista, contista e jornalista. 
Era filho de Antônio José Gomes Porto Alegre, inspetor da alfândega de Rio Grande, e de Joaquina Delfino da Costa Campelo Porto-Alegre.
Em sua família, o interesse pela literatura também se manifestou em seus dois irmãos: Apolinário Porto Alegre e Aquiles Porto Alegre. 
Estudou em Rio Grande e completou seus estudos no curso Humanidades do Colégio Gomes em Porto Alegre. Aos 26 anos abre sua própria escola, o Collegio Rio-Grandense.
Em 1880 comprou uma tipografia e iniciou a publicação do jornal A Imprensa, jornal republicano, fechado depois de dois anos. Em 1890 foi nomeado diretor de instrução pública e da Escola Normal. Filiou-se ao Partido Federalista do Rio Grande do Sul e foi redator de A Reforma.
Foi membro fundador da Academia Rio-Grandense de Letras e da Sociedade Partenon Literário, da qual colaborou em todos os números de sua revista literária. Publicou três livros de poesia. Foi diretor da Instrução do RS, cargo equivalente a Secretário de Estado. 
Seu nome é homenageado em uma rua na centro de Rio Grande.

Para saber mais...

Neves, Décio Vignoli das. Vultos do Rio Grande. 2º Tomo. Gráfica UCS, 1987.

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

SEMINÁRIO

VI Seminário Internacional Para pensar a pesquisa histórica: Historiografia


O VI Seminário Internacional Para pensar a pesquisa histórica: Historiografia acontecerá de 14 a 16 de agosto de 2019, na Sala de Leitura da Biblioteca Rio-Grandense. O evento é promovido pela Biblioteca Rio-Grandense, com o apoio da Universidade Federal do Rio Grande e a Secretaria de Município da Cultura. O evento será realizado para marcar o aniversário de 173 anos da Biblioteca Rio-Grandense. 







VI SEMINÁRIO INTERNACIONAL PARA PENSAR A PESQUISA HISTÓRICA: HISTORIOGRAFIA 
Salão de Leitura da Biblioteca Rio-Grandense 

- 14 de agosto (quarta-feira) - 
● 13h 30min – INSCRIÇÕES 
● 14h 50min – ABERTURA 
● 15h – PALESTRA: Quando o Passado vira História: a construção do discurso histórico no contexto isonômico – Jussemar Weiss Gonçalves (FURG) 
● 16h 45min – PALESTRA: Histórias de conceitos para a historiografia da África Contemporânea – Anselmo Alves Neetzow (FURG) - 

- 15 de agosto (quinta-feira) - 
● 9h 30min - 13h 30min – EXPOSIÇÃO: Guerra do Paraguai: fontes e historiografia 
● 14h 30min – PALESTRA: História e Historiografia da Política Riograndense no Segundo Reinado – Jonas Moreira Vargas (UFPEL) 
● 16h 30min – PALESTRA: Por uma historiografia do Sigma: as três gerações de estudos sobre o Integralismo – Rodrigo Santos de Oliveira (FURG) 
● 18h 30min – LANÇAMENTO DE LIVROS 

- 16 de agosto (sexta-feira) -
● 9h 30min - 13h 30min – EXPOSIÇÃO: Guerra do Paraguai: fontes e historiografia 
● 14h – PALESTRA Historiografia literária e cidades-porto, o caso de J. S. Maia Ferreira – Francisco Soares (Universidade de Évora; Universidade Katyavala Bwila e Universidade Agostinho Neto/Angola; FURG) 
● 16h – MESA-REDONDA: Temas de Historiografia Sul-RioGrandense – Francisco das Neves Alves, Luiz Henrique Torres (FURG) e Marcelo França de Oliveira (UFPEL) 
● 18h – ENCERRAMENTO

PATRIMÔNIO EM CENA


A Prefeitura Municipal do Rio Grande/RS realiza o evento Patrimônio em Cena-

2ª Edição, e convida a comunidade em geral, para entre os dias 14, 15 e 16/08/2019,
participar de discussões, estudos e responsabilidades que cercam as múltiplas faces do Patrimônio, destacando nessa edição o Patrimônio Imaterial.
O evento Patrimônio em Cena tem a intenção de provocar a comunidade, a entender os papeis sociais, do poder público, da sociedade civil e a iniciativa privada, enquanto agentes do patrimônio, já que este é um conjunto de todos os bens, tanto materiais quanto imateriais, e que temos como obrigação não somente a salvaguarda desses, mas a transmissão simbólica e o entendimento desse valor diante de um passado-presente, que ressignifica-se dentro dos espaços de memória.
O patrimônio em sua herança simbólica é o fio condutor que nos une enquanto sociedade, ele nos desafia a entender e redefinir o nosso presente. A promoção de nossos bens precisa estar em consonância com as propostas de integridade e respeito à identidade dos mesmos. O processo de salvaguarda são ações da manutenção para o bem cultural e a sua relação saudável com o meio que o produziu.
Reconhecer a importância cultural estimula os agentes do processo patrimonial, a entender o patrimônio como um conjunto de bens diversos onde deve ser mantido a sua integridade, o respeito à diversidade cultural e o valor de uma memória coletiva.
Serviço:
Evento: Patrimônio em Cena
Local: Prefeitura Municipal do Rio Grande/RS - Largo Eng. João Fernandes Moreira, s/n
Período: 14/08/2019 à 16/08/2019
Site (Inscrições e Programação): https://patrimonioemcena.wixsite.com/meusite
Contato: Telefone: 32338408 ou pelo Email: patrimonioemcena@gmail.com

NOSSA CULTURA



PRÉDIO DA PREFEITURA MUNICIPAL

Sobrado localizado em uma das principais vias da cidade de Rio Grande. Foi construído em 1824 por Joaquim Rasgado, para residência de sua família.  Em 1877 foi vendido para Antonio da Silva Ferreira, e em 1894 foi adquirido pela Intendência Municipal. O prédio sofreu uma profunda reforma entre os anos de 1896 e 1900, já como propriedade do município, tendo sido eliminadas suas características coloniais, que foram substituídas por elementos neoclássicos. O beiral com telhas capa-e-canal foi substituído pela platibanda encimada por esculturas, as vergas em arco abatido das janelas deram lugar a vergas retas, etc. O responsável pelas intervenções foi o engenheiro italiano João (Giovani) Carrara Colfosco, conforme consta em memorial assinado por ele. Colfosco trabalhou em também nos casarões de Pelotas e em Porto Alegre, onde projetou o Paço Municipal de Porto Alegre.
O imóvel sediou a prefeitura de Rio Grande até abril de 2006, quando sofreu incêndio, causando grandes danos. Depois de ser restaurado o prédio foi reaberto ao público.

Fonte: arquivos IPHAE.

sexta-feira, 2 de agosto de 2019

LANÇAMENTO DO PROCULTURA

Atenção comunidade cultural!

A partir de agora Rio Grande terá um programa para financiar seu projeto cultural.
Serão 100 mil reais do Fundo Municipal de Cultura, divididos em 10 segmentos das manifestações culturais para projetos de até 10 mil reais.

Serão contemplados projetos nos seguintes segmentos:

Arte Cênica, Arte Visual, Audiovisual, Música, Patrimônio Cultural (material e imaterial), Literatura, Artesanato, Cultura Identitária e Inclusiva,  Cultura Popular e Tradicional e Descentralização da Cultura.

Vá ao lançamento e colha mais informações.

Até lá!








VOCÊ ME CONHECE?













Emílio Luiz Mallet


Émile Louis Mallet, mais conhecido como Emílio Mallet, ou Barão de Itapevy, foi um militar brasileiro nascido na França em 10 de junho de 1801. Veio para o Brasil com a família aos 17 anos de idade, fixou-se na então capital do Império. No Rio de Janeiro, recebeu do Imperador Dom Pedro I, que estava reorganizando o Exército após a proclamação da Independência do Brasil, convite para iniciar a carreira das Armas.
Matriculou-se na Academia Real Militar do Império, assentando praça como primeiro cadete em 13 de novembro de 1822. Em breve, optaria pela formação no curso de Artilharia. Como 2º tenente, Mallet comandou uma bateria de Artilharia a Cavalo na campanhas da Cisplatina, de 1825 a 1828. Apesar de ter jurado a Constituição do Império em 1824, foi demitido do serviço ativo em 1831 por "não ser brasileiro nato". No entanto, em 1837, no decorrer da Revolução Farroupilha, foi convidado a servir. Coube-lhe fortificar a vila de Rio Grande, objetivo estratégico dos farroupilhas.  Após a assinatura da Paz de Ponche Verde, em 1845, Mallet retornou a atividades pastoris como oleiro em sua chácara no Quebracho, nos arredores de Bagé.
Em 1851 voltou a ser convocado para servir na Guerra do Prata. Mallet combateu ainda na Guerra contra Aguirre, na Guerra do Paraguai e Tuiuti. Nessa batalha, suas bocas-de-fogo foram batizadas “artilharia revólver”, tal a precisão e a rapidez de seus fogos. A previsão e a criatividade do chefe militar asseguraram importante vitória do Exército Imperial. O profundo fosso que Mallet fez construir para a proteção de suas peças constituiu-se em eficiente obstáculo que impediu o avanço da tropa inimiga. Esse fato passou para a História com a célebre frase do comandante da Artilharia brasileira: “Eles que venham. Por aqui não passam.”
Mais tarde, ascendeu ao posto de Brigadeiro, chegando a Marechal de Exército. Permaneceu no serviço ativo até então, vindo a falecer em 2 de janeiro de 1886, na cidade do Rio de Janeiro, aos 84 anos.
Em 1932 lhe foi conferido, por meio de decreto nº 21.196, o título de Patrono da Artilharia brasileira. Desde então, em 10 de junho, dia de seu aniversário, comemora-se o Dia da Artilharia no Exército Brasileiro.
Uma escola estadual em Rio Grande recebe seu nome.






Para saber mais...










quinta-feira, 1 de agosto de 2019

NOSSA CULTURA






Mercado Público Municipal 

O primeiro Mercado Público conhecido em Rio Grande foi uma espécie de feira. 
Saint Hilaire, que aqui esteve em 1820, assim se referiu ao Mercado Público: em uma rua do Rio Grande existe um pequeno mercado (quitanda), onde negros acocorados vendem hortaliças e grande quantidade de frutas. 
Visando melhorar o atendimento ao público, o Dr. Saturnino de Souza Oliveira, então Presidente da Província do Rio Grande, em 1841, ordenou a construção do Mercado Público do Rio Grande. 
A construção do Mercado em estilo neoclássico teve início em 1.863, aproximadamente, e foi construído em quatro etapas, custando 3.620 Réis. Cada etapa acontecia de acordo com o crescimento do movimento. 
A parte interna do Mercado funcionava como uma Ágora grega, com elegantes quiosques e pequenos pavilhões adequados ao comércio de frutas e legumes. 
Ao longo de sua existência o Mercado passou por várias reformas. A sua última grande reforma foi solicitada em 1903, porém devido a grande dificuldade financeira só foi acontecer em 1940, quando um barracão de madeira abrigou os comerciantes ao lado da Banca do Peixe. 
A reforma durou 19 longos anos, em 1959 o Mercado foi entregue novamente à população. 
A parte interna do Mercado que funcionava como praça de comércio livre, deu lugar a construção de chalés com fechamento total da cobertura. 
Felizmente ao longo de todas as reformas, foram deixados vestígios originais na edificação e em acervo, como pilastras, cunhais, frontões retilíneos, soleiras de pedra, esquadrias, cimalhas; possibilitando a qualquer momento, o resgate de suas características originais. 
Em forma prismática de predominância horizontal e ocupando quarteirão inteiro, a edificação desenvolve-se no alinhamento predial nas. quatro testadas, com dois corredores centrais. 
Possui estrutura portante em alvenaria de tijolos de barro, cobertura em telhas de barro tipo canal e abóbodas de tijolo armado, processo de grande importância histórica na evolução da tecnologia da construção civil, por ter sido um sistema pouco conhecido e utilizado na época, nesta região. 
Suas fachadas simétricas, são ritmadas pela sequência de aberturas, portas de madeira duas folhas com postigo e bandeiras fixas em leque com vergas em arco pleno. 
Os quatro acessos ao interior do mercado são marcados por portadas com ombreiras e vergas em arco pleno de pedra, bandeiras e portões duas folhas em aço forjado. 
Os pisos são em ladrilho hidráulico. 
Localizado entre a Laguna dos Patos, a Praça Xavier Ferrreira, a Banca do Peixe, a Doca e a Câmara do Comércio em conjunto com a Biblioteca Rio-Grandense, o Antigo Quartel General (tombamento estadual), a Prefeitura Municipal (tombamento estadual), a Capela de São Francisco (tombamento federal) e a Alfândega (tombamento federal). formam o Sítio Histórico mais representativo de sua época no estado. 

Bibliografia:
Prof. Dr. Luiz Henrique Torres, Chefe do Departamento de Biblioteconomia e História da Furg -redação “A construção do Mercado Público II”. Publicada no jornal O Peixeiro.
Mercado Público Municipal da Cidade do Rio Grande, Projeto de Restauração - Arquiteto Silvio Moscoso Soares.
Mercado Público Municipal - texto da Engª Rúbia Mara da Silva Rodrigues. Inventário de Proteção do acervo cultural - IPAC.
Inventário do Patrimônio Histórico Cultural do Rio Grande do Sul - Município do Rio Grande, acervo 0007.


EXPOSIÇÃO


PALETAS DO IMAGINÁRIO
Acrescentar ao espaço em questão a vivência e experimentação da pintura, óleo sobre tela, obras que expressam situações cotidianas, expressão artística e sentimentos lúdicos. Onde as obras deslumbram o espectador. Mostrando o trabalho do artista numa coletânea relacionada a uma temática feminina que horas nos remete ao passado, horas a um dia a dia em uma grande cidade. A exposição Pinturas por Cleberto, retrata diferentes cenas, que oscilam entre mulheres, andrógenos e híbridos. 
A intenção dessa exposição é envolve o espectador dentro do mundo da arte. Uma exposição que expressa o olhar deste artista de 72 na maturidade de seu trabalho.








Cleberto Miranda, 72 anos, natural de Pelotas (RS). Sua carreira como artista têm mais de 60 anos, autoditada tem sua expressão artística, passando pela pintura, escultura e fotografia. Já expôs em diversas cidades do estado, bem como participou de diversos concursos e eventos. Participou do Circuito de Artes da UFPEL em 1994, com a exposição individual de suas fotografias. Em 1997, o Centro Municipal de Cultura de Gramado organizou a exposição individual de suas pinturas chamada “Imagens Barrocas de Cleberto Miranda”. Em 2019 expos na Escola de BELAS Artes Heitor Lemos em maio de 2019. Trabalha e estuda artes desde os anos 60 e a pintura desde sua infância .A importância da realização deste projeto e fazer com que a arte se faça presente nos espaços de exposição da cidade, valorizando os artistas de velhas escolas e seus saberes. Compartilhar arte com escolas, universidades,  com a sociedade, trazer beleza e alegria ao cotidiano das pessoas das pessoas.


quinta-feira, 25 de julho de 2019

VOCÊ ME CONHECE?



Professor Oriente Hias

Professor Oriente Hias nasceu Pelotas, em 06 de março de 1928, filho de Jandyra Guimarães Hias e Gabriel Salomão Hias.
Em 16 de março de 1954, chegou em Rio Grande para trabalhar no Banco do Brasil, onde casou-se no dia 11 de setembro do mesmo ano, com a Sra. Elaine Machado.
De 1959 a 1962 cursou Ciências Políticas e Econômicas pela, então, Faculdade de Ciências Políticas e Econômicas de Rio Grande, tendo sido o primeiro Presidente do Diretório Acadêmico Fernando Ferrari. De 1962 a 1967 cursou Ciências Jurídicas na Faculdade de Direito Clóvis Beviláqua. Em março de 1964, iniciava o magistério superior na Faculdade de Estudos Políticos e Econômicos, na disciplina de História do Pensamento Econômico. Com o advento da Fundação Universidade do Rio Grande, foi membro fundador do Conselho Universitário.
A participação do Prof. Oriente Hias na vida rio-grandina se deu desde a sua chegada, quando passou a fazer parte da Sociedade São Vicente de Paula, tendo sido um dos criadores da Farmácia Vicentina, responsável, ainda hoje, por distribuir medicamentos para pessoas carentes.  Integrou o Comitê de Resistência e da Legalidade pela posse do Vice-Presidente João Goulart.
Na Universidade, criou a chamada JEPEAC, Jornada de Estudos Políticos, Econômicos, Administrativos e Contábeis, evento que introduziu o debate político no espaço acadêmico, em época que este era um tema evitado.
Como professor, foi inúmeras vezes destacado, quer pelos alunos, sendo Paraninfo de várias turmas, quer pela própria instituição, pois foi agraciado  com o Diploma de Mérito Educacional por relevantes serviços prestados à Universidade.
Na área social, foi criador e membro ativo do Comitê da Cidadania Contra a Fome, a Miséria e pela Vida, além de conselheiro da APAE, da Escola Assis Brasil e da Santa Casa.
Mais de uma vez convidado para presidir entidades de importância e expressão social, preferiu trabalhar diretamente com e para os mais humildes. Acreditava na luta contra fome como forma de resgate de plena cidadania.
Recebeu o título de Cidadão Rio-Grandino em 16 de agosto de 1996.

O professor Oriente Hias faleceu de infarto no dia 12/04/2002, em casa. Ele dá o nome ao Bairro Cohab 2 e também ao Restaurante Popular da nossa cidade.

Para saber mais...
Memorial Descritivo da Câmara de Vereadores – Agosto/1996
Imagem: acervo da família

quarta-feira, 24 de julho de 2019

ATENÇÃO ARTISTAS! ATENÇÃO PESSOAL DAS ARTES VISUAIS !!!

ATENÇÃO CERAMISTAS, DESENHISTAS, PINTORES, GRAVURISTAS, ENTALHADORES, ESCULTORES, FOTÓGRAFOS, ETC !!!

ESTÃO ABERTAS AS INSCRIÇÕES PARA OCUPAÇÃO ARTÍSTICA DO ATELIER LIVRE DO MERCADO!

APRESENTE SUA PROPOSTA DE OCUPAÇÃO ATÉ DIA 16 DE AGOSTO!







Após várias melhorias na parte elétrica do Mercado Público Municipal e nas estruturas do Atelier Livre do Mercado, como iluminação e forro do teto, possibilitando melhores condições para os artistas desenvolverem seus projetos, estão abertas as inscrições de 24 até 16 de agosto de 2019.
O Atelier Livre do Mercado é um equipamento cultural que funciona como uma encubadora de projetos, onde os interessados inscrevem seus propostas (cursos, oficinas, trabalho de pesquisa, coletivos artísticos, entre outros) e, após serem avaliados e selecionados pela Secretaria, as propostas são distribuídas nos dias da semana, constituindo uma grade de utilização e compartilhando o espaço.

O Atelier Livre do Mercado é um espaço de formação e por lá já passaram artistas com atuação consolidada nas artes visuais.


Inscrições pelo link
 https://docs.wixstatic.com/ugd/8eeb18_362be790c9f948798a870adfcb3773f0.pdf

terça-feira, 23 de julho de 2019

NOSSA CULTURA


Prédio da Alfândega

O prédio da Alfândega do município de Rio Grande está situado no centro histórico dessa cidade.
Após ocupar dois prédios temporários (1804-1832 e 1832-1879), houve a inauguração - após quatro anos de construção - do atual prédio em estilo neoclássico, construído sob ordens de Ministro da Fazenda Visconde de Rio Branco e do Imperador D. Pedro II, como consta na sua fachada ainda hoje.
O Prédio da Alfândega foi tombado, como patrimônio histórico em 22 de agosto de 1967, pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) e exerceu seu oficio até o ano de 1969, logo depois, funcionou no local a Secretaria da Receita Federal, e, estabelecendo, também, a Delegacia da Receita Federal do Rio Grande que absorveu as atribuições e as repartições da Alfândega.

Após uma restauração, nas décadas de 1970 e 1980, o prédio da Alfândega recebeu dependências, atualmente, destinadas à Receita Federal e ao Museu Histórico da Cidade do Rio Grande.


Para saber mais...
https://www.infopatrimonio.org/?p=20894
https://pt.wikipedia.org




sexta-feira, 19 de julho de 2019

BANDA NA PRAÇA


Neste sábado,20,tem Banda Rossini no Largo Dr Pio,dentro do projeto Banda na Praça.
Sábado musical,14 horas,todos e todas lá! 🎼🎷🎺

quinta-feira, 18 de julho de 2019

GURIS DO TONIETTI

Em breve estarão de volta.
Aguardem!!!





MULTIPALCO DA LAGOA

Vejam que bonito está o Multipalco da Lagoa.Em breve será entregue à comunidade.








VOCÊ ME CONHECE?



Artur Rocha

Nasceu no Rio Grande, em 1º de janeiro de 1859, e faleceu no dia 26 de junho de 1888. Foi um poetadramaturgo e jornalista brasileiro, membro do “Partenon Literário”. Precursor da teatrologia gaúcha, entre obras suas obras destaca-se “Deus e a Natureza”. Arthur Rocha, na estrofe composta para o Hino da Sociedade Dramática Filhos de Talia, da cidade de Rio Grande, em outubro de 1886, entendia o teatro como uma instância que possuía destacado caráter pedagógico.
Concluiu o primário na terra natal. Aprimorou seus estudos em 1872, com treze anos de idade, quando ingressou no Colégio Gomes para cursar Humanidades, em Porto Alegre, onde permaneceu até 1876. Neste mesmo ano foi empregado como carteiro, em 1883 foi promovido a oficial da administração, e nomeado encarregado da agência dos Correios de Rio Grande.
Fez parte de um grupo de intelectuais negros livres do final do século XIX, que tomaram posições radicais, através da impresa, na crítica à sociedade da época, defendendo a abolição da escravidãoEncontraram na imprensa uma saída para debater os assuntos de interesse público, como a abolição da escravidão.
Suas peças não apenas produziram e veicularam informações, conhecimentos, assinalando, já naquela época, os caminhos que as lideranças negras percorreriam posteriormente, no combate aos preconceitos, ao racismo e às discriminações étnico-raciais. Além da valorização da instrução, do letramento e do trabalho.
Foi redator dos jornais O Mosquito (1874), O Colibri (1877) e A Lente (1877), em Porto Alegre. Em 1877, adquiriu a tipografia do Diário de Notícias de Porto Alegre, fundando o Correio da Tarde.
Seu nome é homenageado numa rua que se estende em dois bairros em nossa cidade.



Pra saber mais...
Imagem – Biblioteca Rio-Grandense


file:///C:/Users/usuario/Downloads/1925-3950-1-SM.pdf - PEDAGOGIAS DO TEATRO DE ARTHUR ROCHA: ABRINDO CAMINHOS NA DIREÇÃO DA LEI 10.639. Maria Angelica Zubaran e Isabel Silveira dos Santos.