Página de divulgação das ações da Secretaria de Cultura do município do RIO GRANDE RS.

quarta-feira, 9 de janeiro de 2019

VOCÊ ME CONHECE?


Carlos Guilherme Rheingantz

Nasceu em 14 de abril de 1849, em Pelotas e faleceu em 30 de maio de 1909, no Rio de Janeiro e foi filho de Diogo Jacob Rheingantz e Maria Carolina von Fella.
Carlos foi mandado para a Europa com oito anos para realizar estudos, como era costume à época, cuja ênfase foram as atividades comerciais e industriais.
Ao retornar para o Brasil, após recorrer vários países da Europa, dedica-se ao comércio em Pelotas. Em 1º de março de 1873, casa-se com Maria Francisca de Sá.
De origem renana, foi o fundador da Fábrica Rheingantz em sociedade com o sogro, Miguel Tito de Sá, e com o empresário alemão Hermann Vater.
Impondo-se como pioneira no setor têxtil no sul do Brasil, a Rheingantz ocupou o lugar de uma grande empresa nos finais do século XIX, configurando-se num nível produtivo que abarcava um mercado consumidor de grandes proporções, extrapolando as fronteiras regionais.
Fundada em novembro de 1873, a Rheingantz  foi uma empresa pioneira na produção de tecidos e panos de lã. A fábrica original funcionava nas proximidades da praça Marcílio Dias nas esquinas da Silva Paes com Barroso. Em 1885 inaugura suas novas instalações na Cidade Nova, começando a edificação do complexo arquitetônico hoje conhecido. Além dos prédios de produção e administração, foi construída a Vila Operária para que os trabalhadores morassem junto à fábrica.
O ato de inauguração foi registrado pelo jornal Echo do Sul do dia 7 de março de 1885: “O crescente desenvolvimento que tomou este estabelecimento aconselhou os Srs. Rheingantz e C. a mudarem sua fábrica de tecidos de lã para o grande terreno onde se acha a tinturaria e onde foi construído o vasto edifício, cujas obras foram inauguradas no dia primeiro do corrente com a assistência de Suas Altezas Imperiais”.
O projeto fabril do fundador é apresentado nos relatos de seus descendentes como resultante de sua experiência na Alemanha e em viagens que realizou à Inglaterra para conhecer fábricas têxteis. No Rio Grande do Sul buscou encontrar um local propício à instalação de uma indústria nos moldes das que havia conhecido na Europa. E a cidade de Rio Grande foi escolhida principalmente por já possuir um porto capaz de receber embarcações comerciais, o que facilitava a importação de equipamentos necessários à produção têxtil. Durante as primeiras três décadas do século XX, a empresa ampliou e aprimorou o processo de fabrico de tecidos de lã e para tanto incentivou a vinda de estrangeiros, predominando os alemães nos setores técnicos da empresa. Em outros setores, como carpintaria, marcenaria e tapeçaria, os mestres eram igualmente de origem europeia, tais como italianos, poloneses e portugueses.
Carlos Guilherme Rheingantz  se faz presente, também, na comissão provisória instaurada para a administração do município por ocasião da proclamação da República, em 1889.

Para saber mais:


quarta-feira, 2 de janeiro de 2019

VOCÊ ME CONHECE?

Descrição: Procurar imagens disponíveis

Carmen da Silva
Nasceu no Rio Grande, no dia 31 de dezembro de 1919,  e faleceu em  Volta Redonda/RJ,  em 29 de abril de 1985. Foi uma psicanalistajornalista e escritora, uma das precursoras do feminismo no país.
Carmen da Silva já foi definida como "um dos símbolos da modernização da imprensa e da sociedade brasileira contemporânea”.
Formou-se professora primária no Colégio Santa Joana D’Arc. Trabalhou na Companhia de Petróleo Ipiranga, dos 18 até os 25 anos. Publicou, de forma eventual, alguns artigos em jornais locais.
Publicou seu primeiro livro nos anos 1940, época em que viveu no Uruguai e na Argentina, onde iniciou sua carreira de escritora e jornalista, Nos anos 1960 radicou-se no Rio de Janeiro e consolidou seu talento como escritora, colaborando com jornais e revistas. Começou a trabalhar em Montevidéu, no Escritório Comercial do Brasil, e também em uma organização internacional, onde traduzia e participava do Comitê para a Defesa Política do Continente.
Escreveu e publicou artigos e contos para revistas e jornais, especialmente para La Gaceta de Tucumán, um dos mais antigos jornais da Argentina, e para a revista Leoplan, há muito desaparecida, para Damas y amitasAtlântida e El Hogar, revistas femininas famosas.
Em 1955 escreveu Setiembre, publicado em 1957, traduzido e publicado no Brasil com o título de Fuga em setembro.
Trabalhou na Embaixada do Brasil como secretária do adido militar.
Volta ao Brasil em 1962. Durante 22 anos, entre 1963 e 1984, redigiu a coluna "A arte de ser mulher" na revista Claudia. A coluna antecipou alguns dos debates que seriam depois encampados pelo discurso feminista no Brasil: uso da pílula anticoncepcional, inserção da mulher no mercado de trabalho e divórcio.  Estreia na revista com o artigo “A protagonista”.  Reuniu os  artigos ali publicados no livro intitulado A arte de ser mulher.
Em 1975, Carmen pronuncia a conferência de abertura da “Semana de Pesquisa Sobre o Papel e o Comportamento da Mulher Brasileira” na Associação Brasileira de Imprensa (ABI), solenidade marco do feminismo contemporâneo no Brasil. Conviveu intensamente com as feministas, participando de todas as manifestações, passeatas, redação de documentos e outras atividades do Movimento Feminista.
Em 1984, Carmen publica sua autobiografia, Histórias híbridas de uma senhora de respeito. Ainda nesse ano, participa da passeata de 08 de março fantasiada de Estátua da Liberdade carregando em uma das mãos uma tocha e na outra uma tábua de cortar carne. E assim, de modo diferente e bem humorado tratava os assuntos do feminismo.

Para saber mais...




quinta-feira, 27 de dezembro de 2018

QUITANDA CULTURAL VAI PARA O CASSINO NO VERÃO


Durante todo o ano, nos primeiros sábados do mês, a Quitanda Cultural ocorre na Praça Xavier Ferreira, no centro da cidade do Rio Grande. Promovida pelo Centro Municipal de Cultura (CMC) e integrando a programação do Verão Cultural, nesta época de veraneio a feira está programada para acontecer nos dias 05 e 12 de janeiro das 17h às 21h, no entorno da antiga rodoviária, localizada na Avenida Atlântica, entre as avenidas Rio Grande e Rio de Janeiro.
A feira neste ano renova a sua proposta para a exposição de produtos artesanais, valorizando a cultura local e tudo o que é produzido em sua homenagem, assim como a venda de antiguidades, roupas e calçados através do brechó e troca de livros, em um projeto da Universidade Federal do Rio Grande (FURG), parceira da Quitanda desde as primeiras edições.
A Quitanda de Verão, sempre atraindo grande público ao centro de Rio Grande, aguarda com boa expectativa esta edição no Balneário Cassino: "Temos tido além dos nossos expositores, novas inscrições e pedidos de informação para integrarem a Quitanda. A ideia é manter a proposta da feira, com a venda de produtos locais, valorizando o que é feito pelas pessoas daqui.", afirma Janice Hias, coordenadora da Quitanda e do Centro Municipal de Cultura (CMC). 
Janice salienta ainda que: "quando as pessoas pensam em algum local, em adquirir eles, pensam em itens que são relacionados à cultura desse local, como as antiguidades comercializadas, inclusive itens que remetem às pessoas que migraram para a cidade. Mais do que valorizar produtos novos, industriais, a ideia é mostrar e promover aquilo que identifica a nossa cultura", finaliza.
O secretário de Cultura, Ricardo Freitas, destaca a importância da realização da Feira: "Esta época de verão sempre é uma oportunidade muito grande para levar a Quitanda ao Cassino, justamente contemplando o que a cultura tem de melhor, quando expõe o artesanato e promove a geração de renda para os cidadãos. Têm veranistas de outros municípios que vem e podem ter a oportunidade de conhecer o nosso artesanato. Neste veraneio a Quitanda estará bem localizada, e a nossa expectativa é muito positiva para que tenhamos boas vendas", finaliza.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

SALA MULTIUSO CONCLUI ANO COM EXPOSIÇÃO DE GRAFITE





A Sala Multiuso da Prefeitura, espaço da Secretaria de Município da Cultura (SeCult), tem favorecido a criação e divulgação de material artístico e cultural na cidade de Rio Grande. Já foram inúmeros trabalhos expostos por artistas locais e internacionais, além da cooperação de alunos das escolas municipais nas atividades. O espaço teve grande número de visitações ao longo do ano e tem como objetivo principal a difusão de atividades das mais diversas artes em espaço expositivo aperfeiçoado justamente para o desenvolvimento das práticas culturais.  Localizada no prédio da Prefeitura Municipal, recebe durante o ano, exposições voltadas á áreas como artes visuais, fotografia, cerâmica e outras mostras artísticas. O espaço é coordenado há dois anos por Cássio Pinheiro, técnico em artes visuais da SeCult.
A Sala Multiuso tem servido para artistas locais e até internacionais exporem as suas manifestações artísticas. Em 2018, Cássio destaca as aquarelas da artista rio-grandina que já teve exposições na Grécia e a mostra artística, em conjunto do Centro Municipal de Cultura, do artista local Carlos Machado, que trouxe o grupo KIAI com a cantora Paola Kirst para a inauguração. Ainda, o técnico salientou exposições de grupos: “nós recebemos grupos de pintoras da terceira idade, senhoras pintoras e também tivemos a exposição dos alunos da rede municipal, através dos professores de arte do município”.
“Sala de exposição em geral e museu no Brasil é um público muito restrito, mas acredito que está aumentando bastante. Está sendo bem interessante, acredito que a Sala Multiuso está dispondo de uma maior visibilidade esse ano, com um público maior de visitantes, até pela proposta de algumas exposições serem coletivas” afirmou Cássio.
Para o fechamento do ano, a sala trará exposição dos trabalhos do grafiteiro rio-grandino Lucas Stuczynski, Intitulada "Fragmentos Urbanos". “É um formato diferente do que a Sala já recebeu, a proposta do Lucas é de pintar os painéis que a gente usa para suporte das obras” explicou o técnico. A exposição representará, a partir de grafites de diversos estilos, parte da trajetória e dos trabalhos do artista, que conta com a arte do grafite como principal meio de trabalho.
“O objetivo dessa exposição é demonstrar um pedaço dos estilos de grafite que eu vim construindo por esses 16 anos que eu faço grafite. Na minha concepção de montagem eu vim desde a pichação, onde tudo começou. Eu vou passando por alguns estilos, um estilo mais de rua que caracteriza os personagens que eu fazia bastante, e vou migrar para um estilo mais vetor, que foi uma fase que eu passei quando eu vim aqui pra Rio Grande, que eu comecei a trabalhar nesse estilo. Foi mais ou menos onde encaminhou uma linha de trabalho, não só de rua, mas um trabalho comercial, a minha identidade” informou Lucas.
Também presente está o lado ambiental, uma vez que Lucas grafita pássaros da região: “representa uma parte mais ligada aos meus estudos, eu faço gestão ambiental na FURG. Então essa parte do meio ambiente está bem presente na minha vida. Eu decidi reproduzir essa parte juntando também com o projeto Arte na Parada que eu desenvolvi fazendo alguns pássaros da região”.
O artista explicou que, para fugir do tradicional, quis pintar os painéis para simular muros. “Algumas telas eu vou trazer, mas elas só vão ilustrar, o principal são os painéis. Eu quis trazer a linguagem mais do grafite aqui para dentro porque tela é uma coisa mais de galeria, então não foge muito do que já existe. O meu intuito de trazer o hip hop e o grafite aqui pra prefeitura é quebrar esse paradigma que existe da separação da galeria e da rua. O objetivo é deixar o ambiente bem urbano, que é pra rua invadir um pouco desse espaço ‘quadradinho’”, explica Lucas.
A exposição será inaugurada na sexta-feira (21) às 19 horas. A abertura contará com a presença do  DJ MD Beats e de danças urbanas como atração. A temática hip-hop do evento também conta com a distribuição de coquetéis aos presentes, até às 21h30.
Edital
Para expor trabalhos na Sala, os artistas interessados devem se inscrever no edital que sai em alguns dias, conforme o técnico.  Podem se inscrever pessoas jurídicas (produtoras culturais, associações de classe, entidades, grupos de artistas, entre outros) e pessoas físicas que tenham currículo comprovado na área da proposta e todos são bem vindos.

quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

VOCÊ ME CONHECE?



Gioacchino Antonio Rossini

Nasceu em 29 de fevereiro de 1792, numa família de músicos, na Itália. Seu pai, Giuseppe, era um trompista e sua mãe era uma cantora de teatro. Os pais de Rossini começaram cedo sua educação musical, e aos seis anos de idade ele já tocava o triângulo na banda de seu pai.
Com quatorze anos, Rossini inscreve-se no liceu musical. Não era considerado um bom aluno, pois acreditava ter imaginação para criar suas próprias obras. Estudou violoncelo no Conservatório de Bolonha. Seguiu por uma escola mais liberal. Ele era conhecido como "il Tedeschino" ( "o alemãozinho") por conta de sua devoção a Mozart.
Sua primeira ópera, La cambiale di matrimonio, foi produzida em Veneza quando ele era um jovem de apenas 18 anos, que estreou com grande sucesso. Dois anos antes recebeu o prêmio no Conservatório de Bolonha.
Entre 1810 e 1813, em BolonhaRoma, Veneza e Milão, Rossini produziu algumas óperas.
Rossini continuou a escrever óperas durante os anos seguintes, mas a sua recepção era fria e, em alguns casos, insatisfatória após o sucesso de Tancredi.
Em 1815 retira-se para a sua casa em Bolonha. Fez um acordo com dois teatros em Napóles com o compromisso de escrever uma ópera por ano para cada um. Acordo esse, bem lucrativo para qualquer profissional da música, naquela época, o que inclinava alguns compositores mais velhos à intriga contra o sucesso do jovem compositor. Escreveu mais de vinte óperas entre 1815 e 1823.
Encerrou sua carreira escrevendo duas óperas em 1828 e 1829 estando com 27 anos de idade. Nos 40 anos seguintes, anteriores a sua morte, compondo pequenas peças sacras ou de salão. Não há informações de sua retirada do cenário artístico em pleno sucesso. Morreu de pneumonia, em Passy, em 13 de novembro de 1868.
Em sua homenagem, em 30 de novembro de 1890, um grupo de italianos fundava a Banda Musical Gioacchino Rossini, na cidade  do Rio Grande.

Para saber mais...
Revista Centenário de Fundação – Banda Musical Gioacchino Rossini. Rio Grande, Gráfica Salesianos,1990.


COMEÇA HOJE O ONDAS DE NATAL 2018

A Prefeitura Municipal do Rio Grande,através da Secretaria de Município da Cultura e da Secretaria de Município do Cassino e com o apoio da Corsan - Companhia Riograndense de Saneamento,inicia hoje à noite,as apresentações do Ondas de Natal, que reunirá de 19 até 23 de dezembro uma série de apresentações artísticas no Multipalco da Cultura, na Avenida Rio Grande.

Confira a programação:





ONDAS DE NATAL 2018

MULTIPALCO DA CULTURA - CASSINO – RIO GRANDE/RS

PROGRAMAÇÃO
Dia 19 de dezembro – Quarta-feira
21h - Banda da Escola Silva Gama
22h - Projeto Quiosque da Cultura - Bumbum da Filomena

Dia 20 de dezembro – Quinta-feira
19h30min - Grupo Dancing Girls do IE Juvenal Müller - Coreografias: Jingle Bell Rock Natal das Crianças
                      Pop Overcoming. -EMEF Zenir de Souza Braga
21h - Projeto Quiosque da Cultura - Grupo Chapéu de Palha
22h - Cine SESC

Dia 21 de dezembro – Sexta-feira
20h - Banda Marcial Lemos Júnior
21h - Banda Rossini

Dia 22 de dezembro - Sábado
19h – Projeto Quiosque da Cultura – Banda Fascinação
20h30min – Abertura oficial
21h -  “A Magia do Natal”
            Freedom Cia.de Dança
            
Dia 23 de dezembro - Domingo
20h - Projeto Quiosque da Cultura - Banda Rosi Vera Cruz
21h – Coral Municipal da Cidade do Rio Grande
Orquestra de Flautas da SeCult
22h – Projeto Quiosque da Cultura – Grupo Dime Magalhães e Am

segunda-feira, 17 de dezembro de 2018

ABERTAS AS INSCRIÇÕES DE PROPOSTAS PARA O VERÃO CULTURAL 2019



ABERTAS AS INSCRIÇÕES DE PROPOSTAS PARA O VERÃO CULTURAL 2019


Estão abertas as inscrições de propostas para compor o cadastro de artistas que fará parte da programação do Verão Cultural 2019.

AS INSCRIÇÕES VÃO ATÉ O DIA 31 DE DEZEMBRO DE 2018, E SÃO FEITAS TOTALMENTE ONLINE. 

O EDITAL, NA ÍNTEGRA, PODE SER ACESSADO ATRAVÉS DO LINK:

 http://docs.wixstatic.com/ugd/8eeb18_b2cbac0383a843699ac51e80769f7ec6.pdf

 PARTICIPE!!

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

VOCÊ ME CONHECE?


Silvestre Guahyba Rache

Na ocasião de seu nascimento, em 20 de janeiro de 1875, dona Cândida, sua mãe, ao entrar no nono mês de gestação, resolveu acompanhar o esposo até Rio Grande para o filho nascer aqui. A viagem transcorreu bem, e quando chegaram em |Pelotas, resolveram seguir até Porto Alegre. Quando adentrava as águas do Guaíba, nasceu Guahyba Rache, sendo assim, passou a ter o duplo nome, em virtude de seu nascimento, em 20 de janeiro de 1875.
|Mais tarde, seus pais transferiram residência para Rio grande. Fez o primário em Jaguarão, passou pelo Colégio Interno dos Jesuítas em São Leopoldo e completou o curso ginasial no Colégio Rio-Grandense, do renomado Apeles Porto Alegre, na Capital. Envolveu-se em atos contra o governo de Júlio de Castilhos. Foi transferido para o Colégio Militar do Ceará. Empolgado com a política federalista, acabou fugindo de Fortaleza. Em 1894 alcançou o Uruguai. Nesse exílio perdeu contato com os familiares, que acreditavam estar morto. Depois de anistiado procurou sua família e deu baixa no Exército. Foi para Ouro Preto cursar Farmácia. Conseguiu transferência para Faculdade de Medicina no Rio, onde bacharelou-se em 1901.
Foi clinicar em Porto Alegre e em seguida fixou residência em Rio Grande. Atendia a todos sem distinção, inclusive aos pobres e desvalidos, passando a ser chamado de Grande Benfeitor do Rio Grande. Era integrante do partido federalista e fundador/presidente do Clube Silveira Martins. Recusou vários convites para clinicar no Rio de Janeiro. Era vibrante escritor na época da Primeira Grande Guerra. Dirigiu a campanha contra varíola em São José do Norte. Tinha projetos de Salinas nessa cidade, o que não se concretizou por conta da enfermidade, que o vitimou em 03 de abril de 1918, no Rio.
Foi venerável da Loja Maçônica Acácia Rio Grandense. A Maçonaria fez uma homenagem construindo um Mausoléu no cemitério de Rio Grande, transladando seus restos mortais em 1924.
Participou de congressos de medicina. Em 1938, foi fundado o Grêmio da Medicina Libertadora Guahyba Rache. Em 1939, uma das ruas da cidade ganhou seu nome. Foi homenageado com seu nome dado ao Hospital localizado na rua Av. Pelotas.


Para saber mais...
Neves, Décio Vignoli das. Vultos do Rio Grande. 3º Tomo. Rio grande, 1989.




sexta-feira, 7 de dezembro de 2018

QUITANDA CULTURAL ACONTECE NOS DIAS 08 E 12 DESTE MÊS





A tradicional Feira de Artesanato promovida pela Secretaria de Município da Cultura (Secult) e pelo Centro Municipal de Cultura Inah Emil Martensen (CMC), já tem novas datas marcadas para ocorrer neste mês. A primeira Feira já ocorreu no dia 1º de dezembro e as próximas estão previstas para os dias 8 e 15. 
A comunidade rio-grandina terá oportunidade de fazer suas compras de natal na Feira, que acontece na Praça Xavier Ferreira, no horário das 10h até ás 17h.  No sábado, dia 1º, o evento contou com a participação musical da Flashback Band, que trouxe repertório com músicas das décadas de 60, 70, 80 e 90.
Segundo Janice Hias, coordenadora do Centro Municipal de Cultura (CMC), a Quitanda Cultural, que ocorre sempre nos dois primeiros sábados de cada mês, é um projeto que oportuniza à população a valorização dos produtos produzidos na Cidade do Rio Grande a partir da compra dos mesmos e a participação nos eventos. Janice destaca ainda que a comissão organizadora da Quitanda está sempre disposta a inovar, trazer para o evento novidades que movimentem a praça e mobilizem seu entorno, valorizando cada vez mais e contribuindo para a renda dos artesãos. 
Além disso, o Centro de Cultura está à disposição para para receber a inscrição de novos artesãos, comerciantes e projetos que queiram participar da Feira, por meio do telefone 3231.6399, ou contato direto no Centro, que fica na Rua Francisco Marques, nº 91, de segunda a sexta-feira, no período da manhã e da tarde.
Com relação ao ano que vem, a organização ainda não definiu o calendário para as realizações dos eventos. A previsão é de que algumas feiras sejam realizadas no Balneário Cassino, no período de veraneio.

VOCÊ ME CONHECE?


Pandiá Calógeras
João Pandiá Calógeras nasceu no Rio de Janeiro em 19 de junho de 1870, e faleceu em Petrópolis21 de abril de 1934.
Foi engenheirogeólogo e político brasileiro, deputado federal, ministro da Agricultura, Comércio e Indústria e da Fazenda. Foi o primeiro e único civil a exercer o cargo de ministro da Guerra na história republicana brasileira, e foi fundador da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército Brasileiro.
Autor do decreto que estabeleceu a mina como propriedade distinta do solo, sendo alienável isoladamente, dando início ao atual regime mineral presente na Constituição Federal do Brasil.
Foi autor de extensa obra, da qual se destacam: Formação Histórica do Brasil, publicada pela Companhia Editora do Brasil na prestigiada coleção" Brasiliana", em primeira e segunda edições e está hoje editado pelo Senado Federal, e "Política Exterior do Império", obra que se tornou raridade bibliográfica, teve reedição pelo Senado Federal.
Em 1930 deu apoio à candidatura presidencial de Getúlio Vargas, derrotada nas urnas pelo situacionista Júlio Prestes, e ao movimento revolucionário liderado por Vargas e que tomou o poder em novembro daquele ano. Após a implantação do novo regime, colaborou com o governo em questões relativas à legislação de minas. Em 1932, presidiu a Liga Eleitoral Católica (LEC) e, no ano seguinte, elegeu-se deputado federal constituinte pela legenda do Partido Progressista de Minas Gerais.
Uma rua de nossa cidade nos bairros São João e São Miguel recebe seu nome.


Par saber mais...

Fonte: Dicionário Histórico Biográfico Brasileiro pós 1930. 2ª ed. Rio de Janeiro: Ed. FGV, 2001 


quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

QUITANDA CULTURAL ACONTECE NOS DIAS 08 E 15 DESTE MÊS



A tradicional Feira de Artesanato promovida pela Secretaria de Município da Cultura (Secult) e pelo Centro Municipal de Cultura Inah Emil Martensen (CMC), já tem novas datas marcadas para ocorrer neste mês. A primeira Feira já ocorreu no dia 1º de dezembro e as próximas estão previstas para os dias 8 e 15. 
A comunidade rio-grandina terá oportunidade de fazer suas compras de natal na Feira, que acontece na Praça Xavier Ferreira, no horário das 10h até ás 17h.  No sábado, dia 1º, o evento contou com a participação musical da Flashback Band, que trouxe repertório com músicas das décadas de 60, 70, 80 e 90.
Segundo Janice Hias, coordenadora do Centro Municipal de Cultura (CMC), a Quitanda Cultural, que ocorre sempre nos dois primeiros sábados de cada mês, é um projeto que oportuniza à população a valorização dos produtos produzidos na Cidade do Rio Grande a partir da compra dos mesmos e a participação nos eventos. Janice destaca ainda que a comissão organizadora da Quitanda está sempre disposta a inovar, trazer para o evento novidades que movimentem a praça e mobilizem seu entorno, valorizando cada vez mais e contribuindo para a renda dos artesãos. 
Além disso, o Centro de Cultura está à disposição para para receber a inscrição de novos artesãos, comerciantes e projetos que queiram participar da Feira, por meio do telefone 3231.6399, ou contato direto no Centro, que fica na Rua Francisco Marques, nº 91, de segunda a sexta-feira, no período da manhã e da tarde.
Com relação ao ano que vem, a organização ainda não definiu o calendário para as realizações dos eventos. A previsão é de que algumas feiras sejam realizadas no Balneário Cassino, no período de veraneio.


quinta-feira, 29 de novembro de 2018

MEETING OF STYLES 2018





O muro e os sprays já estão preparados para mais um grande evento de arte urbana em Rio Grande. Depois de dois anos colorindo o BGV, no próximo final semana (01/12 e 02/12) retorna ao balneário Cassino.
Mais de 50 grafiteiros e grafiteiras estarão reunidos para a construção de um grande mural de arte a céu aberto, que integrará a etapa brasileira do evento.
O Meeting Of Styles é uma realização conjunta da Prefeitura Municipal do Rio Grande, através da Secretaria de Município da Cultura coma A.M.E Produções e possui o patrocínio da Corsan e da Paris 68. De volta à cidade mais antiga do estado em sua 4ª edição, traz cor e muitas outras atrações em dois dias de muita arte de rua nos muros da Sociedade dos Amigos do Cassino (SAC), na Av. Rio Grande. Dentre os artistas confirmados, destacam-se o mexicano Ivan Elias Miranda (SAILE), o chileno Edmundo Gonzales (ACHE), o curitibano Paulo Cesar Oliveira (AUMA) e a espanhola Paula Calavera. Os equatorianos Huesos de Buda retornam pela segunda vez ao MOS e são outras grandes atrações.
O evento aconteceu, nas duas últimas edições, nos pavilhões do Porto do Rio Grande e esse retornou ao lugar onde tudo começou; a mudança de local partiu de uma decisão dos próprios artistas. Fatores como a visibilidade e a altura do muro, além da necessidade de trabalhar no espaço trazendo novos grafites, pesaram na escolha do local onde será realizado o evento neste ano.
O artista Lucas Stuczynski, curador do evento no Brasil juntamente com a A.M.E Produções, explicou que é importante para os artistas manter a qualidade do grafite, por isso a decisão de renovar o painel dos muros da SAC. De acordo com ele, a expectativa é sempre a melhor possível, a cada edição do evento. “A gente vem mantendo a cultura do evento, mantendo o evento no calendário e é legal ver que o pessoal já está cobrando e isso também impulsiona a arte do município em si”, ressaltou o artista.
Para o secretário Ricardo Freitas, o Meeting, com a sua repercussão positiva, consolidou a arte de rua no município, em especial, o grafite. “O objetivo do evento sempre foi fomentar a arte urbana e o diálogo entre os artistas. Um exemplo disso é o Arte na Parada, que no primeiro edital tinham 8 inscritos e agora já subiram para 15”, disse. Ricardo afirmou, ainda, que a expectativa para a quarta edição do evento é muito boa e que as estruturas no Cassino já estão prontas para o que classificou como “uma grande festa da arte urbana em Rio Grande”.
O Meeting Of Styles é realizado há mais de vinte anos, desde a queda do muro de Berlim, na Alemanha e, desde então, soma mais de 250 eventos em todo o mundo, 600 mil visitantes e desdobrou-se em um calendário anual que abrange mais de 25 países. A primeira edição no Brasil ocorreu em São Paulo, a segunda no Túnel da Conceição, em Porto Alegre, e as demais edições, em 2015, 2016 e 2017 ocorreram em Rio Grande.
No município, o evento conta ainda com o apoio da Sociedade Amigos do Cassino, da Universidade Federal do Rio Grande, Secretaria de Município de Controle e Serviços Urbanos, EskisInstinctime, Paxart, I Support Street Art, Garden Grill e Oceano FM Rio Grande.